que seja Doce la vida
Quando setembro vier:

“De tão azul, o céu parecerá pintado. E nós embarcaremos logo rumo à ilhas Cíclades.
Houvesse cortinas no quarto, elas tremulariam com a brisa entrando pelas janelas abertas, de manhã bem cedo. Acordei sem a menor dificuldade, espiei a rua em silêncio, muito limpa, as azaléias vermelhas e brancas todas floridas. Parecia que alguém tinha recém pintado o céu, de tão azul. Respirei fundo. O ar puro da cidade lavava meus pulmões por dentro. Setembro estava chegando enfim.
Na sala, encontrei a mesa posta para o café — leite e pão frescos, mamão, suco de laranja, o jornal ao lado. Comi bem devagarinho, lendo as notícias do dia. Tudo estava em paz, no Nordeste, no Oriente Médio, nas Américas Central, do Norte e do Sul. Na página policial, um debate sobre a espantosa diminuição da criminalidade. Comi, li, fumei tão devagarinho que mal percebi que estava atrasado para o trabalho. Achei prudente ligar, avisando que iria demorar um pouco.
A linha não estava ocupada. Quando o chefe atendeu, comecei a contar uma história meio longa demais, confusa demais. Só quando ele repetiu calma, calma, pela terceira vez, foi que parei de falar. Então ele disse que tinha acabado de sair de uma reunião com os patrões: tinham decidido que meu trabalho era tão bom, mas tão bom que, a partir daquele dia, eu nem precisava mais ir lá. Bastava passar todo fim de mês, para receber o salário que havia sido triplicado.
Desliguei um pouco tonto. Então, podia voltar a meu livro? Discreta e silenciosa como sempre, a empregada tinha tirado a mesa. No centro dela, agora, sobre uma toalha de renda branca, havia rosas cor de chá, aquelas que Oxum mais gosta. No escritório, abri as gavetas e apanhei a pilha de originais de três anos, manchados de café, de vinho, de tinta e umas gotas escuras que pareciam sangue. Reli rapidamente. E a chave que faltava, há tanto tempo, finalmente pintou. Coloquei papel na máquina, comecei a escrever iluminado, possuído a um só tempo por Kafka, Fitzgerald, Clarice e Fante. Não, Pedro não tinha ido embora, nem Dulce partido, nem Eliana enlouquecido. As terras de Calmaritá realmente existiam: para chegar lá, bastava tomar a estrada e seguir em frente.
Escrevi horas. Sem sentir, cheio de prazer. Quando pensava em parar, o telefone tocou. Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo, tanto tempo que quase não a reconheci (mas como poderia esquecê-la?), uma voz amorosa falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme, uma falta insuportável, e que queria voltar, pediu, para irmos às ilhas gregas como tínhamos combinado naquela noite. Se podia voltar, insistiu, para sermos felizes juntos. Eu disse que sim, claro que sim, muitas vezes que sim, e aquela voz repetiu e repetia que me queria desta vez ainda mais, de um jeito melhor e para sempre agora. Os passaportes estavam prontos, nos encontraríamos no aeroporto: São Paulo/Roma/Atenas, depois Poros, Tinos, Delos, Patmos, Cíclades. Leve seu livro, disse. Não esqueça suas partituras, falei. Olhei em volta, a empregada tinha colocado para tocar A sagração da primavera, minha mala estava feita. Peguei os originais, a gabardine, o chapéu e a mala. Então desci para a limusine que me esperava e embarquei rumo a.
PS — Andaram falando que minhas crônicas estavam tristes demais. Aí escrevi esta, pra variar um pouco. Pois como já dizia Cecília/Mia Farrow em A cor púrpura do Cairo: “Encontrei o amor. Ele não é real, mas que se há de fazer? A gente não pode ter tudo na vida…” Fred e Ginger dançam vertiginosamente. Começo a sorrir, quase imperceptível.

“Por falta de opção, vou me deixar ser escolhido. Ja que o jogo que escolhi, não me da opções”.

“Eu juro que sou afim de criticar as pessoas e seus atos, assim como fazem comigo. Mas antes disso tenho que ter tempo vago, não ter vida própria, sentir inveja e não ter nada legal pra falar, além de mim!“ Rodrigo Rodrigues

Eu juro que sou afim de criticar as pessoas e seus atos, assim como fazem comigo. Mas antes disso tenho que ter tempo vago, não ter vida própria, sentir inveja e não ter nada legal pra falar, além de mim!“ 
Rodrigo Rodrigues

BATE PALMA, TÔ CHEGANDO, SE LEVANTA!

‎”Talvez as pessoas potencialmente mais falsas, não são aquelas que falam por trás de você. Mais ainda são aquelas que omitem, quando são questionadas, sobre você”.uruferraz

O mundo é assim, aparência é tudo!

Viver a vida aguardando o que o destino nos prepara, não significa viver em vão. Porém, é bom quando você sente, que tudo que fez até hoje, só fez acrescer ao seu futuro. Há coisas que acontecem que nos surpreendem, entretanto, há atitudes humanas, que são previsíveis demais. Se foi previsto ou de surpresa, ser feliz é o que importa!

“Pessoas que sonham com o perfeito pra si, acabam sendo frustradas e tendo que conviver com o simples. Mas o simples não é o calvário que parece ser. O simples se bem aproveitado, acaba se tornando o que um dia nem pensamos que pudesse ser, de tão confortável que seja. Se eu fosse dar ouvidos as opiniões variáveis que há de mim, pra tentar alcançar essa perfeição, agradaria mais a uns, menos a outros. Mas de qualquer forma eu não seria eu mesmo. Ninguém é obrigado a me aceitar do jeito que eu sou. Porém, não busco a aceitação geral, nem tento agradar sempre à todos. Estou em busca da aceitação de quem me faz bem e que convém. Entretanto meu objetivo é fazer o que seja melhor pra mim”.

“Pessoas que sonham com o perfeito pra si, acabam sendo frustradas e tendo que conviver com o simples. Mas o simples não é o calvário que parece ser. O simples se bem aproveitado, acaba se tornando o que um dia nem pensamos que pudesse ser, de tão confortável que seja. Se eu fosse dar ouvidos as opiniões variáveis que há de mim, pra tentar alcançar essa perfeição, agradaria mais a uns, menos a outros. Mas de qualquer forma eu não seria eu mesmo. Ninguém é obrigado a me aceitar do jeito que eu sou. Porém, não busco a aceitação geral, nem tento agradar sempre à todos. Estou em busca da aceitação de quem me faz bem e que convém. Entretanto meu objetivo é fazer o que seja melhor pra mim”.

 
NOSSO TEMPO…
“Eu não consigo decifrar e/ou entender meu próprio coração. Se ao menos eu pudesse abri-lo e decodifica-lo.. Talvez eu me arriscasse e fizesse, mas sabe o que é felicidade? pronto! É o que sinto no momento. Outra coisa que me intriga é que dentre a antecipação e o atraso, há num pequeno espaço de tempo, o “tempo certo”. Prefiro denominá-lo como, “nosso tempo”. Por tanto, eu quero acertar, esse é o meu alvo. Eu tenho certeza do que quero pra mim, não me restam dúvidas”. uraniaferraz

NOSSO TEMPO…

“Eu não consigo decifrar e/ou entender meu próprio coração. Se ao menos eu pudesse abri-lo e decodifica-lo.. Talvez eu me arriscasse e fizesse, mas sabe o que é felicidade? pronto! É o que sinto no momento. Outra coisa que me intriga é que dentre a antecipação e o atraso, há num pequeno espaço de tempo, o “tempo certo”. Prefiro denominá-lo como, “nosso tempo”. Por tanto, eu quero acertar, esse é o meu alvo. Eu tenho certeza do que quero pra mim, não me restam dúvidas”. uraniaferraz